quinta-feira, 27 de maio de 2010

Características das favelas

      As características associadas a favelas variam de um lugar para outro. Favelas são normalmente caracterizadas pela degradação urbana, elevadas taxas de pobreza e desemprego. Elas normalmente são associadas a problemas sociais como o crime, toxicodependência, alcoolismo, elevadas taxas de doenças mentais e suicídio. Em muitos países pobres, elas apresentam elevadas taxas de doenças devido as péssimas condições de saneamento, desnutrição e falta de cuidados básicos de saúde. Um grupo de peritos das Nações Unidas criou uma definição operacional de uma favela como uma área que combina várias características: acesso insuficiente à água potável, ao saneamento básico e a outras infraestruturas; má qualidade estrutural de habitação; superlotação; e estruturas residenciais inseguras.Pode-se acrescentar o baixo estado socioeconômico de seus residentes.
      A maior parte dos habitantes das favelas é pobre, vivendo com menos de 100 dólares por mês. Acidentes, principalmente decorrentes de pluviosidade forte, são freqüentes em áreas assim. As favelas também sofrem pelo crime, tráfico de drogas e lutas de gangues.
Há rumores de que os códigos sociais nas favelas proíbam que os habitantes cometam crimes dentro de seus limites. As gangues locais acabam se tornando uma milícia particular da região, policiando-a à sua própria maneira. No entanto, a maioria das favelas exibe altos índices de crimes violentos, em especialhomicídios. A existência das supostas milícias, segundo alguns estudiosos, aponta para a existência de uma espécie de "código de honra" interno, o qual, caso não respeitado, pode levar à execução por parte deste efetivo Estado paralelo.
       Em muitas favelas, especialmente nos países pobres, muitos vivem emvielas muito estreitas que não permitem o acesso de veículos (comoambulâncias e caminhões de incêndio). A falta de serviços como a coleta de resíduos permitem o acúmulo de detritos em grandes quantidades. A falta de infraestrutura é causada pela natureza informal das habitações e pela ausência de planeamento para os pobres por funcionários dos governos locais. Além disso, assentamentos informais enfrentam muitas vezes as consequências das catástrofes naturais e artificiais, tais como deslizamentos de terra, terremotos e tempestades tropicais. Incêndios são um problema frequente.
        Muitos habitantes de favelas empregam-se na economia informal. Isso pode incluir venda de algum produto na rua, tráfico de droga, trabalhos domésticos e prostituição. Em algumas favelas os moradores reciclam resíduos de diferentes tipos para a sua subsistência.
Favelas muitas vezes estão associadas ao Reino Unido da Era Vitoriana, especialmente nas cidadesindustriais do norte. Estes assentamentos ainda eram habitados até a década de 1940, quando o governo britânico começou a contruir novas casas populares. Durante a Grande Depressão, favelas também surgiram nos Estados Unidos onde eram denominadas hoovervilles.
       Um relatório da ONU relativo a 2010 aponta que 227 milhões de pessoas deixaram de viver em favelas na última década. Na Índia, a redução da população favelizada no mesmo período foi de 125 milhões.  


Redatora: Manuella Andrade

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Viena é cidade com melhor qualidade de vida, diz pesquisa

CINGAPURA (Reuters Life!) - Viena manteve-se como a cidade com melhor qualidade de vida do mundo, numa pesquisa anual dominada por cidades europeias.
A pesquisa da consultoria em gestão Mercer disse que as cidades da Europa Ocidental continuam muito boas, apesar da crise econômica. Zurique aparece em segundo lugar, seguida por Genebra. Das 25 melhores cidades do mundo para se viver, 16 ficam no Velho Continente. As alemãs Dusseldorf, Munique e Frankfurt estão entre as "top 10".
"O padrão geral de vida na Europa Ocidental continua bem acima da média mundial", disse a Mercer em nota. "A despeito dos atuais desafios econômicos, a maioria das mudanças ocorridas na Europa Ocidental foi positivas e cobria vários fatores, inclusive escolas, habitação, recreação e serviços públicos."
O Canadá e a Nova Zelândia também se saíram bem entre as 221 cidades incluídas na pesquisa. Vancouver e Auckland ficaram empatadas em quarto lugar. Das cinco melhores cidades para se viver na América do Norte, todas são canadenses. A pesquisa diz que a crise causou um declínio na qualidade de vida nas cidades dos EUA - a mais bem colocada, Honolulu, aparece apenas em 31o lugar.
Na América Latina e Caribe, a mais bem colocada foi Pointe-à-Pitre, na ilha francesa de Guadalupe, que no entanto não ficou entre as 50 melhores.
A melhor cidade do Oriente Médio é Dubai (75o lugar). Na África, é Port Louis, nas ilhas Maurício (82o).
No Oriente, Cingapura continua sendo a melhor (28a posição), seguida pelas japonesas Tóquio (40a), Kobe, Yokohama (empatadas em 41a), Osaka (51a) e Nagoia (57a)
Slagin Parakatil, pesquisador-sênior da Mercer, disse em nota que a qualidade de vida como um todo se manteve estável em 2009 e no primeiro semestre de 2010, mas que em certas regiões o ambiente de negócios se deteriorou por causa da recessão.
Das 221 cidades pesquisadas, Bagdá tem a pior qualidade de vida.
Em relação à lista do ano passado, seis novas cidades foram incluídas. E desta vez foi criado também um ranking ambiental - Calgary (Canadá) lidera, seguida por Honolulu, em segundo, e Ottawa e Helsinque (empatadas em terceiro).

Fonte:  Uol
Redatora :  Beattriz Fleury

Quiz - Pandemias



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                    Quiz (Pandemias) - Guia do Estudante


Postado por: Tamires Vasconcellos

"Minha Casa Minha Vida"



      A Caixa Econômica disse ainda que irá oferecer assistência técnica aos municípios mais carentes na elaboração de projetos para o programa "Minha Casa Minha Vida", por meio do qual o governo federal financia moradias populares às famílias com renda até dez salários mínimos.
    Queremos priorizar a construção de casas nesses municípios. Temos 67 mil unidades do Minha Casa Minha Vida no estado do Rio para serem contratadas neste ano. Mas dependemos dos projetos das prefeituras. Sem eles, o projeto é inviabilizado. Além disso, o poder público precisa fazer parceria conosco para doar terrenos, no caso de habitações para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, destacou Lima.
       No Rio de Janeiro, 14.822 mil unidades já estão em fase ou em vias de construção e cerca de 16 mil ainda podem ser financiadas pelo programa. Os números não incluem as 4.080 unidades que faziam parte do programa PAR e serão em breve inseridos no Minha Casa Minha Vida.
        Niterói já tem 2 mil casas contratadas e ainda pode contratar, por meio do programa do governo federal, 1.625 unidades habitacionais. São Gonçalo, a cidade mais prejudicada pelas recentes chuvas, tem 4.200 unidades previstas no projeto e 3.534 de contrato.
        Todas as agências da Caixa na região metropolitana, Baixada Fluminense e em Niterói já estão recebendo donativos para as vítimas da chuva.
 


Redatora: Maisa Ribeiro

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Esclarecendo suas dúvidas: PRÉ-SAL



Pré-sal é a denominação das reservas petrolíferas encontradas abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marítimo, que também é chamada subsal. As rochas que contêm petróleo neste tipo de local normalmente são encontradas em regiões abissais, de difícil acesso e localização.

O Brasil se destaca no cenário mundial como o primeiro do mundo a encontrar petróleo na região pré-sal. Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa subsal. Além do Brasil, já foram identificadas outras áreas com forte potencial petrolífero em águas ultra-profundas, como Congo, Gabão, México e Cazaquistão.

Confirmados, existem três campos de pré-sal: Tupi, Iara e Parque das Baleias, que vão de Santa Catarina até o Espírito Santo. Esses mais de 800 km de extensão da bacia de petrolífera já levaram a produção de 14 bilhões para 33 bilhões de barris. Ainda em prospecção, existem outras áreas, que poderão render de 50 a 100 bilhões de barris ao ano.

E COMO SE FORMA O PETRÓLEO?
Houve um tempo em que os continentes não tinham separação alguma entre si. África era colada na América, que era grudada na Ásia e na Europa. Quando se separaram as placas tectônicas, que formariam América do Sul e África, surgiram mares rasos, pântanos, mangues, onde se depositavam toda sorte de micro-organismos. Os espaços preenchidos por aquela matéria aquosa eram verdadeiras sopas de proteínas vivas. Com o passar dos milênios, e das Eras Glaciais, mais e mais micro-organismos se acumulavam ao longo do leito do mar, junto com sedimentos de rochas, areia, sal. Esse acúmulo formou as rochas depósito, que contém o petróleo que hoje é extraído.

Milhões de anos se encarregaram de formar uma larga camada de sal — resultado de evaporação da água naqueles grandes e rasos lagos salobros —, que foi coberta pelos oceanos quando do degelo das calotas polares. Novas eras glaciais se seguiram, e os novos degelos trouxeram mais partículas para o fundo do mar, formando mais uma camada de rochas sedimentares.

Estes micro-organismos sedimentados no fundo do oceano, soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que hoje é encontrado no litoral do Brasil.

LOCALIZAÇÃO
As reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal do litoral brasileiro estão dentro da área marítima considerada zona econômica exclusiva do Brasil, no espaço de até 200 milhas da costa. São reservas com petróleo considerado de média a alta qualidade, segundo a escala API. Estão localizadas nas águas territoriais brasileiras e na zona econômica exclusiva. O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se estende entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal. Segundo Márcio Rocha Mello, geólogo e ex-funcionário da Petrobrás, a área do pré-sal poderia ser bem maior do que os 800 quilômetros, se estendendo de Santa Catarina até o Ceará.

O conjunto de descobertas situado entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo geral “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em regiões petrolíferas do Brasil. Ocorrências semelhantes sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Curumuxatiba e Espírito Santo, sendo que a grande diferença deste último é que o sal é alóctone, que significa que não foi formado no local onde se encontra enquanto o brasileiro e o africano são autóctones, ou seja, se formou onde se localiza atualmente.

EXTRAÇÃO E TECNOLOGIA
A descoberta do petróleo nas camadas de rochas localizadas abaixo das camadas de sal só foi possível devido ao desenvolvimento de novas tecnologias como a sísmica 3D e sísmica 4D, de exploração do oceano, mas também de técnicas avançadas de perfuração do fundo do mar. A Petrobras afirma que já possui tecnologia eficaz na extração do óleo da camada. O escopo da empresa é desenvolver inovações tecnológicas que permitam maior rentabilidade, principalmente nas áreas abissais.

Em setembro de 2008, a Petrobras começou a explorar petróleo da camada subsal em pequena escala. Esta primeira exploração ocorre no Campo de Jubarte, também chamada de Bacia de Campos.

Um problema a ser enfrentado pelo país diz respeito ao ritmo de extração de petróleo e o destino desta riqueza. Se o Brasil extrair todo o petróleo muito rapidamente, este pode se esgotar em uma geração. Se o país se tornar um grande exportador de petróleo bruto, isto pode provocar a sobrevalorização do câmbio, dificultando as exportações e facilitando as importações. Este fenômeno é conhecido como "mal holandês", que pode resultar na queda de produtividade de outros setores, como a indústria e agricultura.

CURIOSIDADE
Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de "campo de produção", os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3o da Portaria ANP nº 90, com nomes ligados à fauna marinha.



Fonte: Tô Sabendo Mais
Redator: Edson Caldas

sexta-feira, 21 de maio de 2010

MORADIA EM SÃO PAULO: Regularização de favelas e loteamentos chega à Constituição paulista

Assembléia Legislativa promulga emenda à Constituição do Estado que permitirá encaminhar a regularização de milhões de moradias no Estado; secretário estadual de habitação se compromete a priorizar o tema em seus trabalhos.
SÃO PAULO – Tardou, mas aconteceu. A Assembléia Legislativa de São Paulo (Alesp) promulgou a emenda constitucional 33/07, primeiro passo para encaminhar a regularização de milhões de moradias no Estado.
A emenda altera o artigo 180 da Constituição paulista, que passa a permitir a regularização de áreas de uso público ocupadas por moradias de interesse social – como favelas e loteamentos populares – e possibilita aos proprietários obter suas escrituras definitivas. São Paulo era uma das poucas unidades da federação que ainda não permitia tal iniciativa por parte do poder público. A medida favorece diretamente a população de baixa renda e moradores de áreas irregulares estabelecidos até 2004.
Raimundo Bonfim abriu a cerimônia de promulgação da emenda, representando a Central de Movimentos Populares (CMP). Para Bonfim, a mudança representa uma adaptação da realidade social aos instrumentos jurídicos existentes no Brasil, especialmente o Estatuto da Cidade. “Era uma questão da Constituição que estava ultrapassada”. Ele registrou que os movimentos sociais realizaram cerca de cinco grandes mobilizações na Alesp em relação ao tema, até a aprovação da proposta. “Parabéns pela conquista e pela luta”, destacou Bonfim, para quem agora o principal desafio será manter uma relação com o Executivo estadual, e principalmente com as prefeituras, “para ter as primeiras regularizações em breve”.
Com a emenda à constituição, caberá ao poder Executivo de cada município aprovar legislação específica para desenvolver ações na direção prevista agora pela Constituição Estadual.
O secretário estadual de Habitação, Lair Krähenbühl, também participou da mesa do evento, e registrou que “o governador José Serra deu-me uma incumbência: ‘ponha as energias e os recursos da secretaria a serviço das regularizações’”. Sendo bastante aplaudido pela fala, o secretário disse em seguida estar comprometido em dedicar 60% do orçamento de 2007 da pasta para iniciativas de regularização fundiária e urbanização de áreas com infra-estrutura precária. Krähenbühl defendeu ser “mais importante regularizar as moradias já existentes do que construir novas unidades”, mas afirmou também que “não vamos parar de construir!”.

Os índices da Secretaria apontam em 1,2 milhão de moradias o déficit de unidades a serem regularizadas na capital. No total do Estado, são 2,2 milhões de moradias a serem regularizadas. Se, por um lado, a Grande São Paulo concentra cerca de 65% do problema, o secretário frisou em entrevista à Carta Maior a importância de se encarar a questão como uma dificuldade de todo o Estado e não somente da Região Metropolitana da capital.


Fonte: Agência Carta Maior
 Redatora: Débora Sebestyen

NOCÕES DE GEOGRAFIA URBANA


UM RESUMO FALANDO O QUE VOCÊ TEM QUE SABER SOBRE AS GRANDES CIDADES


Para que se considere uma área em que se concentre uma dada população como urbana, utiliza-se, em diversos países, a referência em torno do número de pessoas aglomeradas. De acordo com a ONU, este número seria de 20.000 habitantes, mas há uma variação de um país para outro. No Brasil, sequer interessa o número de habitantes, pois uma região será definida comocidade quando abrigar a sede de um município (prefeitura). Trata-se de um critério político-administrativo.
As cidades são uma forma de organização do espaço geográfico e, como tal, revelam os traços culturais e econômicos da população habitante, sendo moldadas para a satisfação das suas necessidades. Podem serespontâneas, quando estabelecidas naturalmente advindas, por exemplo, de um povoado, ou planejadas, como é o caso da nossa capital Brasília, cujo plano arquitetônico foi previamente elaborado.



         
        Vista da cidade de Brasília 


 CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Urbanização:ocorre quando a população urbana supera numericamente a rural em razão da migração de pessoas do campo para a cidade.
Crescimento Urbano: pode ser definido de duas maneiras: como o próprio crescimento da área da cidade, ou ainda como o crescimento da população urbana por meios naturais, ou seja, sem que ocorra migração.
Sítio Urbano: é o local onde a cidade foi construída. Refere-se à sua topografia, podendo ser, por exemplo, um planalto (Brasília), uma colina (São Paulo), ou mesmo uma planície (Manaus).
Situação Urbana: relaciona-se com os motivos naturais, geográficos ou históricos que influenciam o surgimento da cidade, como ocorre com as cidades fluviais, marítimas ou de entroncamento, a exemplo de Feira de Santana na Bahia.
Função Urbana: atividade básica ou principal desenvolvida pelas cidades, que podem ser turísticas, como Olinda e Ouro Preto, administrativas, como Brasília e Washington, comerciais, como Londres e São Paulo, etc.
Conurbação: é o encontro ou superposição de duas ou mais cidades em virtude do seu crescimento. Ocorre a fusão das áreas urbanas, a exemplo das cidades de Salvador e Lauro de Freitas, ou mesmo de Juazeiro e Petrolina, na região do São Francisco.
Metrópole: é a cidade que apresenta intensa rede de serviços e melhores equipamentos urbanos de um país (metrópole nacional, a exemplo de São Paulo, Rio de Janeiro e Nova Iorque), ou de uma região (metrópole regional, a exemplo de Salvador e Belém) e que influencia as regiões ou municípios ao seu redor.
Região Metropolitana: é o conjunto de regiões ou municípios integrados social e economicamente a uma cidade principal (metrópole), que usufruem de serviços públicos de infra-estrutura comuns. O Brasil possui 17 regiões metropolitanas, sendo São Paulo a maior de todas, com 39 municípios. A região metropolitana de Salvador engloba cerca de 10 municípios.
Hierarquia Urbana: é a polarização que uma cidade exerce sobre outra em virtude das atividades e serviços ofertados. O conjunto dessas relações hierárquicas é chamado de rede urbana.
Megalópole: é a conurbação entre duas ou mais metrópoles ou regiões metropolitanas. A “Boswash”, nos EUA, foi a primeira megalópole a se formar unindo Boston a Washington, com destaque para Nova Iorque, maior centro financeiro do mundo. Destaca-se ainda a megalópole japonesa, grande centro tecnológico que vai de Tóquio a Osaka e a megalópole brasileira, ainda em formação com a conurbação de São Paulo e Rio de Janeiro.
 O DESEQUILÍBRIO SOCIAL NAS CIDADES
Os centros urbanos, ao mesmo tempo em que representam focos de cultura, tecnologia e consumo, concentram também diversos problemas sociais como a criminalidade, a poluição e a falta de moradia.
Os países subdesenvolvidos possuem as maiores populações urbanas absolutas do mundo e a origem desorganizada da urbanização, como é o caso do êxodo rural, resulta na oferta precária de elementos básicos como saúde, transporte e saneamento, bem como em fenômenos como a mendicância, a marginalidade e o subemprego, visto que os setores secundário e terciário não acompanham o ritmo da urbanização.
A segregação econômica da população resulta numa segregação espacial, notável no contraste entre a riqueza e organização dos centros e a pobreza e a ocupação desordenada nas periferias. A maior parte dos benefícios trazidos pela urbanização não pode ser desfrutada por todos e as cidades se tornam, cada vez mais, palcos da elitização e da luta pela sobrevivência de uma classe cada vez mais oprimida.


Redator: Edson Caldas