quinta-feira, 26 de agosto de 2010

ÁFRICA - Vivendo Entre O Ouro E A Miséria






        Qual é a primeira coisa que lhe vem a cabeça, quando pensamos na África? A resposta é fácil: Waka Waka da Shakira! Mas a segunda é a POBREZA ou a DESIGUALDADE SOCIAL. Você já parou pra pensar, o porquê é tão fácil associar a África à miséria? Ou o porquê dela ser tão pobre?


Há séculos, o continente é explorado pelas potências mundiais e é o menos desenvolvido do planeta, apesar de ser tão rico em minerais e fontes de energia. Um exemplo dessas potências é a China que, atraída pelo petróleo africano, vem investindo no continente: desde de 2000, o comércio entre os dois aumentou 10 vezes. EUA, Reino Unido e França são outros países com forte presença comercial na África.
A economia africana é basicamente agrícola. Essa falta de diversificação torna os países do continente vulneráveis a choques internacionais. Fragilidade que levou boa parte das nações africanas, a recorrer á ajuda financeira e logo, se enrolar com a dívida externa. Nota-se com isso, o quanto a África vem se tornando “submissa” aos países que extraem seus minerais. Afinal, que outra opção os governos africanos teriam? O continente não é industrializado, não tem autonomia econômica e necessita dos países desenvolvidos. O que dá a idéia que esteja rolando um novo colonialismo no continente, a diferença do antigos é que agora, os países estão permitindo ser conquistados.
Outro fato que surpreende, é que das 24 nações com menor IDH, 22 estão na África. Mais da metade dos 1 milhão de subsaarianos tem renda inferior a 1,25 dólar por dia! OMG!
Chega a ser triste imaginar, que muitas pessoas não tem a chance se quer de comer! E como se não bastasse os conflitos na região são constantes e só agravam a situação.
As exportações de petróleo ajudam a impulsionar a economia africana, que vem crescendo 5% em média ao ano. CONTUDO, esse progresso não é traduzido em bem estar para a população. Todo o PIB da África junto (53 países) é menor, por exemplo, que o do Brasil sozinho! E digasse de passagem, os governos da África estão entre os mais corruptos do mundo.
Os países da África só começaram adquirir sua independência a partir dos anos 70, o que para alguns pode justificar sua falta de organização. De qualquer forma, os problemas da África parecem muito longe de um fim. Mas espera-se que um dia possamos todos nós, associar o continente não mais a fome e miséria, mas ao seu povo alegre e forte, as suas lindas paisagens e, é claro a músicas como a da Shakira.


Autor: Edson Caldas

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Luta pela moradia: resistência e repressão.

O mês de agosto foi marcado por uma escalada de ações policiais de desocupação contra famílias de trabalhadores sem-teto em todo o Brasil. Houve desocupações em São Paulo, Recife, Maceió, só para citar algumas cidades onde foram registradas essas ações, no mais das vezes violentas, contra o povo que luta pela moradia. Sob o argumento da “revitalização” de áreas das grandes cidades se esconde a especulação imobiliária, quase sempre uma associação entre grandes construtoras e imobiliárias e parcelas do poder público.
Reflexos da crise econômica
Dados do Censo de 2000 mostram que são 2.360.000 domicílios em favelas, em todo Brasil. Cerca de 70% dessas favelas se concentram nas 32 maiores cidades do país. O empobrecimento está empurrando um contingente cada vez maior da população para a vida nas favelas.
Na cidade de São Paulo, os favelados eram 1 % da população em 1973; em 1980 eram 4 %, em 1990 eram 8%, e ultrapassam 10% em 2000. Um estudo feito pela Prefeitura de São Paulo identificou 2.018 favelas, com 378.863 domicílios para 1,16 milhão de pessoas.
A pesquisa mostrou que de 1991 a 2000 surgiu uma favela a cada oito dias na metrópole paulistana, como resultado do desemprego e da redução de rendimentos que se abateu sobre os trabalhadores na década de 90.
Pesquisa do Secovi-SP (Sindicato da Habitação de São Paulo) mostra que, em junho de 2005, houve 2.212 ações de despejo (92,7% do total das ações locatícias) na Comarca da capital, contra 2.104 em maio, o que significa um aumento de 5,13%. A elevação foi de 7% em relação ao mesmo mês de 2004, quando houve 2.067 ações.
Enquanto isso...
Segundo dados do Ministério das Cidades, o déficit de moradias, que antes era de 6,6 milhões, passou para 7,2 milhões. Nas áreas urbanas o acréscimo foi de 5.414 mil para 5.470 mil unidades, ao passo que nas áreas rurais o déficit subiu de 1.241 mil para 1.752 mil. De acordo com o levantamento oficial mais recente, feito pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2002, 23,3% dos domicílios urbanos de todo o país não têm esgotamento sanitário e 10,7% não dispõem de água encanada.
Enquanto a política econômica e social do governo federal beneficia os banqueiros e a grande burguesia, tratando com total descaso a área social e o problema da moradia, o povo implementa suas próprias medidas, concretas, para resolver a questão, organizando-se e ocupando áreas e edifícios abandonados nas cidades.
Resistência e Repressão
Na maioria dos casos, os trabalhadores sem-teto resistem às ações de desocupação.
Em Recife, um confronto ocorrido dia 23 de agosto entre sem-teto do Movimento de Luta e Resistência Popular (MLRP) e a polícia, durante a reintegração de um prédio no Centro, deixou três feridos. Trinta e um sem-teto foram levados à delegacia, inclusive seis crianças. Segundo reportagem da Folha de SP, “os sem-teto não atenderam os oficiais de Justiça encarregados de notificá-los da decisão. A PM foi acionada e enviou um carro com três homens ao local. Os invasores atearam fogo em um pneu e ergueram uma barricada na entrada do prédio. Das janelas do segundo e terceiro pisos, os manifestantes, com os rostos cobertos, passaram a jogar pedras contra os policiais. Um oficial de Justiça e um PM foram atingidos. O carro da corporação teve um vidro quebrado. ‘Não vamos sair’, gritavam. Diante da resistência, a Tropa de Choque foi mobilizada. Ao chegar ao local, também foi recebida a pedradas. Garrafas e coquetéis molotov foram lançados das janelas. Os policiais atiraram balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo”. Atingido por uma bala de borracha, Marcelo Gerson de Paula, um dos líderes da ocupação, perdeu a visão do olho direito.
Em São Paulo, as cerca de 300 pessoas, entre as quais 110 crianças, que ocupavam o edifício 112 da Rua Plínio Ramos, na região central da cidade desde 2003 foram expulsas no último dia 16 de agosto em ação violenta da PM. Vinte e cinco pessoas ficaram feridas, entre elas 20 sem-teto, sendo cinco menores, segundo informou o advogado do movimento, André Araujo. Foram detidas 20 pessoas. A polícia avançou sobre os manifestantes usando spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha. Moradores e repórteres afirmam que muitos policiais estavam sem identificação, e que houve agressão contra moradores e manifestantes.
Edineusa Ferreira Gomes de Paula, de 20 anos, despejada da ocupação, desabafa: "Só ganho um salário mínimo. Mal dá para comer, comprar fralda e remédio para meu filho. Esse é o projeto social que o governo quer para a gente: a rua".
"Queremos que as famílias sejam tratadas com dignidade. Moradia é um direito", afirma Nelson da Cruz Souza, coordenador do Movimento de Moradia da Região do Centro (MMRC) de São Paulo, onde 79 famílias foram expulsas pela PM, em ação violenta, no último dia 16. "Sabíamos da reintegração, mas não havia alternativa para a gente, nós iríamos para a rua", disse Souza ao comentar a resistência dos moradores.
Em Maceió mais de 100 mil famílias vivem em assentamentos irregulares. Um deles é o Conjunto Vitória, no bairro Tabuleiro, onde foram morar trabalhadores que não tinham mais como pagar aluguel ou que perderam tudo com a última chuva.
Um exemplo contundente do drama da falta de moradia, e também da disposição de resistir à desocupação é o de João Empório dos Santos. Com rendimento fixo de um salário mínimo que só lhe chegou na aposentadoria, João Empório dos Santos conseguiu, aos 75 anos de idade, levantar as paredes de uma casinha numa área invadida. É lá onde ele mora, há cerca de sete meses, com a mulher e um filho. Investiu tudo o que tinha na construção e na compra de duas galinhas, mas achou que, enfim, conseguira um chão para a sua família. A alegria durou pouco. João Empório e as 140 famílias que invadiram a área estão com ordem de despejo decretada pela Justiça. “Não saio nem na tabica [“chicote” N.R.]. Essa casinha é a única coisa que tenho”, avisa João Empório, com o determinação de quem defende a própria vida.
Como seu João, outros moradores da área ocupada, cansados de esperar pelas promessas de uma casinha num lugar mais seguro, gastaram o que não tinham para construir uma moradia. “Tirei R$ 1.500 de empréstimo para aposentados para pagar em três anos; R$ 80 por mês”, diz Maria Tereza da Conceição. Ao construir sua casa no Conjunto Vitória, onde mora com dois filhos e quatro netos, ela pensou que teria, enfim, o sossego de ter onde morar. “Nunca passei tanto aperreio na vida. É uma pressão medonha. Já chegaram aqui com marreta, caminhão, trator, tudo para derrubar. Só Deus tem nos valido”, diz ela.
Esta é a realidade: o Brasil é o vice-campeão da concentração de renda no mundo. Bilhões e bilhões de reais do dinheiro público são canalizados para pagamento de juros da dívida interna e externa, são destinados a uma casta de ricos e bilionários. E como resultado dessa política econômica faltam verbas para atender as necessidades mais básicas do povo, como a habitação.
Para se ter uma idéia: Com os R$ 153 bilhões (previsão de pagamento de juros para 2005) poderiam ser construídas casas populares que acabariam o déficit habitacional brasileiro de 7,2 milhões de casas e ainda sobrariam R$ 53 bilhões para investir em saneamento básico e infra-estrutura dos bairros populares. (Veja o artigo O verdadeiro “mensalão”:o governo federal paga R$ 153 bilhões aos bancos e especuladores)

Em outras palavras, a política econômica em curso, que aprofunda a submissão do Brasil ao imperialismo e aumenta a exploração e a miséria do povo tem como contrapartida a resistência do povo. Daí a necessidade, do ponto de vista das classes dominantes, de aumentar a repressão, incentivando a criminalização dos movimentos populares.
As ações de reintegração de posse fazem parte de uma ofensiva da administração pública que tem atingido os trabalhadores sem-teto, em sua maioria desempregados ou trabalhadores informais. Ao invés de garantir o cumprimento da função social dos prédios abandonados e das áreas urbanas não utilizadas, e acabar com a especulação imobiliária sobre eles, a "revitalização urbana" que vem sendo realizada nas cidades pelos poderes públicos mantém e aprofunda o drama da falta de moradia no Brasil.
Como já afirmamos com relação à violenta desocupação de 2862 famílias sem-teto em Goiânia, no início deste ano, na qual foram assassinados dois sem-teto, “é recorrente o uso da força policial para tratar a questão da moradia no Brasil, e a tentativa, por parte da grande imprensa e das classes dominantes, de criminalizar os sem-teto e legitimar o Estado policial e repressor, antidemocrático, que vem se constituindo no Brasil”.


Redator: Cesar Bezerra
Postagem: Letícia Ferreira

terça-feira, 1 de junho de 2010

Pesquisa aponta crescimento de 57% na população de rua em SP

A população em situação de rua aumentou 57% na cidade de São Paulo, de acordo com pesquisa da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), encomendada pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social da prefeitura.


A pesquisa considera que moradores de rua são "pessoas que não têm moradia e que pernoitam nas ruas, praças, calçadas, marquises, jardins, baixos de viadutos, mocós, terrenos baldios e áreas externas de imóveis" e acolhidos são "pessoas que, também sem moradia, pernoitam em albergues ou abrigos" públicos.


Os distritos da região central da cidade reúnem o maior número de pessoas morando nas ruas. A República lidera, com 1.570 moradores (24% da população do distrito), seguida por Sé, com 1.195 (18% da população) e Santa Cecília, com 309 (5% da população).


Na relação dos acolhidos, a Mooca, na zona leste está em primeiro lugar, com 1.145 (16% da população do distrito), seguido por Santa Cecília, com 1.025 (14% da população), e Pari, com 763 (11% da população).


Em 2000, quando foi realizado o último levantamento, havia 8.706 pessoas morando nas ruas. Já em 2009, ano da coleta de dados, eram 13.666 --4.960 pessoas a mais.


A cidade tem cerca de 8.000 vagas de albergues e outros centros de acolhida (moradias provisórias, hotéis sociais, etc.). De acordo com o censo, 7.079 pessoas moram em algum desses equipamentos da prefeitura. Os demais 6.587 vivem nas ruas mesmo.


Fonte: Folha Online
Redatora: Stephanie Hansen

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Urbanização expulsa animais do seu habitat

No período em que se comemoram o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio) e o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), faltam motivos para celebrar. Com a ocupação imobiliária de áreas da Avenida Luiz Viana Filho (Salvador – BA) e adjacências, animais endêmicos da vegetação nativa perdem o habitat e migram cada vez mais para áreas habitadas.

No último dia 10, um jacaré-de-papo-amarelo foi recolhido em concessionária de veículos da avenida. Surpreso, o gerente Alecsandro Nogueira não acreditou quando encontrou o animal, de 1,5 m, parado na entrada do estabelecimento: “Foi uma surpresa. Eu já tinha encerrado o expediente. Fui para a parte externa e, quando voltei, vi o jacaré. Ele estava paradinho, na porta, me olhando”.

Alecsandro pensou que fosse uma pegadinha. Quando percebeu que não se tratava de uma brincadeira, decidiu ligar para o 190 e pedir auxílio à Polícia Ambiental. “Liguei e solicitei a remoção. Demorou 40 minutos para chegar. Acharam que era um trote”.

Sucuri é resgatada numa área brejosa da região da Avenida Paralela.
(Foto: Iracema Chequer / A Tarde)

Extinção

Além do jacaré-de-papo-amarelo, que é uma espécie ameaçada de extinção, outro animal ameaçado foi visto fora do habitat este mês. No dia 17, um tamanduá-mirim foi encontrado numa residência no bairro de Patamares, enquanto dormia próximo aos carros.

“Ele entrou pelo meu quintal e ficou na garagem. Depois, subiu na árvore e ficou lá. Ficamos observando para onde ele iria”, conta a médica veterinária Caroline Dias.

Ela relata que ligou para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), mas não conseguiu contato, pois o instituto estava em greve. A Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da PM (Coppa), ao ser contatada por Caroline, informou que só poderia recolher o animal depois de atender a 11 solicitações anteriores. A maioria delas para a remoção de cobras em áreas residenciais.

O tamanduá não foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres Chico Mendes (Cetas/Ibama), como aconteceu com o jacaré. “Ele saiu do meu terreno, mas continuou pendurado na árvore”, diz Caroline, que se acostumou a ver animais silvestres adentrarem a casa. “O ouriço-cacheiro também aparece aqui. Tem muitos deles nessa região”.

De acordo com o capitão da Coppa Moisés Brandão, 124 animais foram resgatados só na primeira quinzena do mês de maio. “São serpentes, sucuris e jiboias encontradas próximo a áreas de charco, ou seja, áreas inundadas, principalmente na Paralela”, afirma. Segundo ele, a região conta com grande número de empreendimentos, e, por questão de segurança, os animais resolvem migrar. “Esse já é o quarto jacaré que a gente pega desde o ano passado. Eles saem para procurar defesa e alimento”, afirma.

O capitão Brandão conta que as áreas de maior ocorrência são Paralela, São Cristóvão, Suburbana e Imbuí. “Exatamente onde existem movimentos das escavadeiras e de caminhões. Com isso, o animal não se sente seguro”, reforça o militar.

Fonte: A Tarde
Redatora: Anne Catharine


Governo anuncia redução de déficit habitacional no País

O Ministério das Cidades aproveitou a abertura do 5.º Fórum Urbano Mundial, no Rio,  para anunciar uma redução do déficit habitacional brasileiro estimado para 2008. Elaborado pela Fundação João Pinheiro, o estudo aponta déficit de 5,8 milhões de domicílios no País, ante 6,3 milhões em 2007.
Ao anunciar o resultado, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, citou dois programas do governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida. Ele afirmou que "o Brasil está atacando o déficit habitacional e as condições de moradia estão melhorando".
Dos 5,8 milhões de domicílios apontados no estudo, a maioria (82%) está localizada em áreas urbanas. As principais regiões metropolitanas do País abrigam 1,6 milhão desses domicílios, o que representa 27% da carência habitacional. O déficit representa 10,1% do estoque de domicílios do País. A análise por renda mostra que o déficit está concentrado na faixa de até 3 salários mínimos (89,2%) e na de três a cinco salários mínimos (7%).
A metodologia elaborada pela fundação e adotada pelo Ministério se baseia em um "conceito amplo de necessidades" que engloba tanto o déficit habitacional quantitativo (por incremento ou reposição do estoque de moradias) como o déficit por inadequação (deficiências na qualidade de vida de seus moradores, como infraestrutura inadequada). Em termos absolutos, o mesmo estudo já havia apontado uma redução do déficit habitacional em 2007, na comparação com 2006, quando ele foi estimado em 7,9 milhões de domicílios.


Fonte:  estadao.com.br
Redatora: Stephanie Hansen.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Características das favelas

      As características associadas a favelas variam de um lugar para outro. Favelas são normalmente caracterizadas pela degradação urbana, elevadas taxas de pobreza e desemprego. Elas normalmente são associadas a problemas sociais como o crime, toxicodependência, alcoolismo, elevadas taxas de doenças mentais e suicídio. Em muitos países pobres, elas apresentam elevadas taxas de doenças devido as péssimas condições de saneamento, desnutrição e falta de cuidados básicos de saúde. Um grupo de peritos das Nações Unidas criou uma definição operacional de uma favela como uma área que combina várias características: acesso insuficiente à água potável, ao saneamento básico e a outras infraestruturas; má qualidade estrutural de habitação; superlotação; e estruturas residenciais inseguras.Pode-se acrescentar o baixo estado socioeconômico de seus residentes.
      A maior parte dos habitantes das favelas é pobre, vivendo com menos de 100 dólares por mês. Acidentes, principalmente decorrentes de pluviosidade forte, são freqüentes em áreas assim. As favelas também sofrem pelo crime, tráfico de drogas e lutas de gangues.
Há rumores de que os códigos sociais nas favelas proíbam que os habitantes cometam crimes dentro de seus limites. As gangues locais acabam se tornando uma milícia particular da região, policiando-a à sua própria maneira. No entanto, a maioria das favelas exibe altos índices de crimes violentos, em especialhomicídios. A existência das supostas milícias, segundo alguns estudiosos, aponta para a existência de uma espécie de "código de honra" interno, o qual, caso não respeitado, pode levar à execução por parte deste efetivo Estado paralelo.
       Em muitas favelas, especialmente nos países pobres, muitos vivem emvielas muito estreitas que não permitem o acesso de veículos (comoambulâncias e caminhões de incêndio). A falta de serviços como a coleta de resíduos permitem o acúmulo de detritos em grandes quantidades. A falta de infraestrutura é causada pela natureza informal das habitações e pela ausência de planeamento para os pobres por funcionários dos governos locais. Além disso, assentamentos informais enfrentam muitas vezes as consequências das catástrofes naturais e artificiais, tais como deslizamentos de terra, terremotos e tempestades tropicais. Incêndios são um problema frequente.
        Muitos habitantes de favelas empregam-se na economia informal. Isso pode incluir venda de algum produto na rua, tráfico de droga, trabalhos domésticos e prostituição. Em algumas favelas os moradores reciclam resíduos de diferentes tipos para a sua subsistência.
Favelas muitas vezes estão associadas ao Reino Unido da Era Vitoriana, especialmente nas cidadesindustriais do norte. Estes assentamentos ainda eram habitados até a década de 1940, quando o governo britânico começou a contruir novas casas populares. Durante a Grande Depressão, favelas também surgiram nos Estados Unidos onde eram denominadas hoovervilles.
       Um relatório da ONU relativo a 2010 aponta que 227 milhões de pessoas deixaram de viver em favelas na última década. Na Índia, a redução da população favelizada no mesmo período foi de 125 milhões.  


Redatora: Manuella Andrade

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Viena é cidade com melhor qualidade de vida, diz pesquisa

CINGAPURA (Reuters Life!) - Viena manteve-se como a cidade com melhor qualidade de vida do mundo, numa pesquisa anual dominada por cidades europeias.
A pesquisa da consultoria em gestão Mercer disse que as cidades da Europa Ocidental continuam muito boas, apesar da crise econômica. Zurique aparece em segundo lugar, seguida por Genebra. Das 25 melhores cidades do mundo para se viver, 16 ficam no Velho Continente. As alemãs Dusseldorf, Munique e Frankfurt estão entre as "top 10".
"O padrão geral de vida na Europa Ocidental continua bem acima da média mundial", disse a Mercer em nota. "A despeito dos atuais desafios econômicos, a maioria das mudanças ocorridas na Europa Ocidental foi positivas e cobria vários fatores, inclusive escolas, habitação, recreação e serviços públicos."
O Canadá e a Nova Zelândia também se saíram bem entre as 221 cidades incluídas na pesquisa. Vancouver e Auckland ficaram empatadas em quarto lugar. Das cinco melhores cidades para se viver na América do Norte, todas são canadenses. A pesquisa diz que a crise causou um declínio na qualidade de vida nas cidades dos EUA - a mais bem colocada, Honolulu, aparece apenas em 31o lugar.
Na América Latina e Caribe, a mais bem colocada foi Pointe-à-Pitre, na ilha francesa de Guadalupe, que no entanto não ficou entre as 50 melhores.
A melhor cidade do Oriente Médio é Dubai (75o lugar). Na África, é Port Louis, nas ilhas Maurício (82o).
No Oriente, Cingapura continua sendo a melhor (28a posição), seguida pelas japonesas Tóquio (40a), Kobe, Yokohama (empatadas em 41a), Osaka (51a) e Nagoia (57a)
Slagin Parakatil, pesquisador-sênior da Mercer, disse em nota que a qualidade de vida como um todo se manteve estável em 2009 e no primeiro semestre de 2010, mas que em certas regiões o ambiente de negócios se deteriorou por causa da recessão.
Das 221 cidades pesquisadas, Bagdá tem a pior qualidade de vida.
Em relação à lista do ano passado, seis novas cidades foram incluídas. E desta vez foi criado também um ranking ambiental - Calgary (Canadá) lidera, seguida por Honolulu, em segundo, e Ottawa e Helsinque (empatadas em terceiro).

Fonte:  Uol
Redatora :  Beattriz Fleury