segunda-feira, 31 de maio de 2010

Urbanização expulsa animais do seu habitat

No período em que se comemoram o Dia Nacional da Mata Atlântica (27 de maio) e o Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de junho), faltam motivos para celebrar. Com a ocupação imobiliária de áreas da Avenida Luiz Viana Filho (Salvador – BA) e adjacências, animais endêmicos da vegetação nativa perdem o habitat e migram cada vez mais para áreas habitadas.

No último dia 10, um jacaré-de-papo-amarelo foi recolhido em concessionária de veículos da avenida. Surpreso, o gerente Alecsandro Nogueira não acreditou quando encontrou o animal, de 1,5 m, parado na entrada do estabelecimento: “Foi uma surpresa. Eu já tinha encerrado o expediente. Fui para a parte externa e, quando voltei, vi o jacaré. Ele estava paradinho, na porta, me olhando”.

Alecsandro pensou que fosse uma pegadinha. Quando percebeu que não se tratava de uma brincadeira, decidiu ligar para o 190 e pedir auxílio à Polícia Ambiental. “Liguei e solicitei a remoção. Demorou 40 minutos para chegar. Acharam que era um trote”.

Sucuri é resgatada numa área brejosa da região da Avenida Paralela.
(Foto: Iracema Chequer / A Tarde)

Extinção

Além do jacaré-de-papo-amarelo, que é uma espécie ameaçada de extinção, outro animal ameaçado foi visto fora do habitat este mês. No dia 17, um tamanduá-mirim foi encontrado numa residência no bairro de Patamares, enquanto dormia próximo aos carros.

“Ele entrou pelo meu quintal e ficou na garagem. Depois, subiu na árvore e ficou lá. Ficamos observando para onde ele iria”, conta a médica veterinária Caroline Dias.

Ela relata que ligou para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (Ibama), mas não conseguiu contato, pois o instituto estava em greve. A Companhia de Polícia de Proteção Ambiental da PM (Coppa), ao ser contatada por Caroline, informou que só poderia recolher o animal depois de atender a 11 solicitações anteriores. A maioria delas para a remoção de cobras em áreas residenciais.

O tamanduá não foi levado para o Centro de Triagem de Animais Silvestres Chico Mendes (Cetas/Ibama), como aconteceu com o jacaré. “Ele saiu do meu terreno, mas continuou pendurado na árvore”, diz Caroline, que se acostumou a ver animais silvestres adentrarem a casa. “O ouriço-cacheiro também aparece aqui. Tem muitos deles nessa região”.

De acordo com o capitão da Coppa Moisés Brandão, 124 animais foram resgatados só na primeira quinzena do mês de maio. “São serpentes, sucuris e jiboias encontradas próximo a áreas de charco, ou seja, áreas inundadas, principalmente na Paralela”, afirma. Segundo ele, a região conta com grande número de empreendimentos, e, por questão de segurança, os animais resolvem migrar. “Esse já é o quarto jacaré que a gente pega desde o ano passado. Eles saem para procurar defesa e alimento”, afirma.

O capitão Brandão conta que as áreas de maior ocorrência são Paralela, São Cristóvão, Suburbana e Imbuí. “Exatamente onde existem movimentos das escavadeiras e de caminhões. Com isso, o animal não se sente seguro”, reforça o militar.

Fonte: A Tarde
Redatora: Anne Catharine


Governo anuncia redução de déficit habitacional no País

O Ministério das Cidades aproveitou a abertura do 5.º Fórum Urbano Mundial, no Rio,  para anunciar uma redução do déficit habitacional brasileiro estimado para 2008. Elaborado pela Fundação João Pinheiro, o estudo aponta déficit de 5,8 milhões de domicílios no País, ante 6,3 milhões em 2007.
Ao anunciar o resultado, o ministro das Cidades, Marcio Fortes, citou dois programas do governo federal, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o Minha Casa, Minha Vida. Ele afirmou que "o Brasil está atacando o déficit habitacional e as condições de moradia estão melhorando".
Dos 5,8 milhões de domicílios apontados no estudo, a maioria (82%) está localizada em áreas urbanas. As principais regiões metropolitanas do País abrigam 1,6 milhão desses domicílios, o que representa 27% da carência habitacional. O déficit representa 10,1% do estoque de domicílios do País. A análise por renda mostra que o déficit está concentrado na faixa de até 3 salários mínimos (89,2%) e na de três a cinco salários mínimos (7%).
A metodologia elaborada pela fundação e adotada pelo Ministério se baseia em um "conceito amplo de necessidades" que engloba tanto o déficit habitacional quantitativo (por incremento ou reposição do estoque de moradias) como o déficit por inadequação (deficiências na qualidade de vida de seus moradores, como infraestrutura inadequada). Em termos absolutos, o mesmo estudo já havia apontado uma redução do déficit habitacional em 2007, na comparação com 2006, quando ele foi estimado em 7,9 milhões de domicílios.


Fonte:  estadao.com.br
Redatora: Stephanie Hansen.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Características das favelas

      As características associadas a favelas variam de um lugar para outro. Favelas são normalmente caracterizadas pela degradação urbana, elevadas taxas de pobreza e desemprego. Elas normalmente são associadas a problemas sociais como o crime, toxicodependência, alcoolismo, elevadas taxas de doenças mentais e suicídio. Em muitos países pobres, elas apresentam elevadas taxas de doenças devido as péssimas condições de saneamento, desnutrição e falta de cuidados básicos de saúde. Um grupo de peritos das Nações Unidas criou uma definição operacional de uma favela como uma área que combina várias características: acesso insuficiente à água potável, ao saneamento básico e a outras infraestruturas; má qualidade estrutural de habitação; superlotação; e estruturas residenciais inseguras.Pode-se acrescentar o baixo estado socioeconômico de seus residentes.
      A maior parte dos habitantes das favelas é pobre, vivendo com menos de 100 dólares por mês. Acidentes, principalmente decorrentes de pluviosidade forte, são freqüentes em áreas assim. As favelas também sofrem pelo crime, tráfico de drogas e lutas de gangues.
Há rumores de que os códigos sociais nas favelas proíbam que os habitantes cometam crimes dentro de seus limites. As gangues locais acabam se tornando uma milícia particular da região, policiando-a à sua própria maneira. No entanto, a maioria das favelas exibe altos índices de crimes violentos, em especialhomicídios. A existência das supostas milícias, segundo alguns estudiosos, aponta para a existência de uma espécie de "código de honra" interno, o qual, caso não respeitado, pode levar à execução por parte deste efetivo Estado paralelo.
       Em muitas favelas, especialmente nos países pobres, muitos vivem emvielas muito estreitas que não permitem o acesso de veículos (comoambulâncias e caminhões de incêndio). A falta de serviços como a coleta de resíduos permitem o acúmulo de detritos em grandes quantidades. A falta de infraestrutura é causada pela natureza informal das habitações e pela ausência de planeamento para os pobres por funcionários dos governos locais. Além disso, assentamentos informais enfrentam muitas vezes as consequências das catástrofes naturais e artificiais, tais como deslizamentos de terra, terremotos e tempestades tropicais. Incêndios são um problema frequente.
        Muitos habitantes de favelas empregam-se na economia informal. Isso pode incluir venda de algum produto na rua, tráfico de droga, trabalhos domésticos e prostituição. Em algumas favelas os moradores reciclam resíduos de diferentes tipos para a sua subsistência.
Favelas muitas vezes estão associadas ao Reino Unido da Era Vitoriana, especialmente nas cidadesindustriais do norte. Estes assentamentos ainda eram habitados até a década de 1940, quando o governo britânico começou a contruir novas casas populares. Durante a Grande Depressão, favelas também surgiram nos Estados Unidos onde eram denominadas hoovervilles.
       Um relatório da ONU relativo a 2010 aponta que 227 milhões de pessoas deixaram de viver em favelas na última década. Na Índia, a redução da população favelizada no mesmo período foi de 125 milhões.  


Redatora: Manuella Andrade

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Viena é cidade com melhor qualidade de vida, diz pesquisa

CINGAPURA (Reuters Life!) - Viena manteve-se como a cidade com melhor qualidade de vida do mundo, numa pesquisa anual dominada por cidades europeias.
A pesquisa da consultoria em gestão Mercer disse que as cidades da Europa Ocidental continuam muito boas, apesar da crise econômica. Zurique aparece em segundo lugar, seguida por Genebra. Das 25 melhores cidades do mundo para se viver, 16 ficam no Velho Continente. As alemãs Dusseldorf, Munique e Frankfurt estão entre as "top 10".
"O padrão geral de vida na Europa Ocidental continua bem acima da média mundial", disse a Mercer em nota. "A despeito dos atuais desafios econômicos, a maioria das mudanças ocorridas na Europa Ocidental foi positivas e cobria vários fatores, inclusive escolas, habitação, recreação e serviços públicos."
O Canadá e a Nova Zelândia também se saíram bem entre as 221 cidades incluídas na pesquisa. Vancouver e Auckland ficaram empatadas em quarto lugar. Das cinco melhores cidades para se viver na América do Norte, todas são canadenses. A pesquisa diz que a crise causou um declínio na qualidade de vida nas cidades dos EUA - a mais bem colocada, Honolulu, aparece apenas em 31o lugar.
Na América Latina e Caribe, a mais bem colocada foi Pointe-à-Pitre, na ilha francesa de Guadalupe, que no entanto não ficou entre as 50 melhores.
A melhor cidade do Oriente Médio é Dubai (75o lugar). Na África, é Port Louis, nas ilhas Maurício (82o).
No Oriente, Cingapura continua sendo a melhor (28a posição), seguida pelas japonesas Tóquio (40a), Kobe, Yokohama (empatadas em 41a), Osaka (51a) e Nagoia (57a)
Slagin Parakatil, pesquisador-sênior da Mercer, disse em nota que a qualidade de vida como um todo se manteve estável em 2009 e no primeiro semestre de 2010, mas que em certas regiões o ambiente de negócios se deteriorou por causa da recessão.
Das 221 cidades pesquisadas, Bagdá tem a pior qualidade de vida.
Em relação à lista do ano passado, seis novas cidades foram incluídas. E desta vez foi criado também um ranking ambiental - Calgary (Canadá) lidera, seguida por Honolulu, em segundo, e Ottawa e Helsinque (empatadas em terceiro).

Fonte:  Uol
Redatora :  Beattriz Fleury

Quiz - Pandemias



                  Você sabe tudo sobre as grandes pandemias?

Faça esse quiz e descubra se você está por dentro do assunto.


                    Quiz (Pandemias) - Guia do Estudante


Postado por: Tamires Vasconcellos

"Minha Casa Minha Vida"



      A Caixa Econômica disse ainda que irá oferecer assistência técnica aos municípios mais carentes na elaboração de projetos para o programa "Minha Casa Minha Vida", por meio do qual o governo federal financia moradias populares às famílias com renda até dez salários mínimos.
    Queremos priorizar a construção de casas nesses municípios. Temos 67 mil unidades do Minha Casa Minha Vida no estado do Rio para serem contratadas neste ano. Mas dependemos dos projetos das prefeituras. Sem eles, o projeto é inviabilizado. Além disso, o poder público precisa fazer parceria conosco para doar terrenos, no caso de habitações para famílias com renda de 0 a 3 salários mínimos, destacou Lima.
       No Rio de Janeiro, 14.822 mil unidades já estão em fase ou em vias de construção e cerca de 16 mil ainda podem ser financiadas pelo programa. Os números não incluem as 4.080 unidades que faziam parte do programa PAR e serão em breve inseridos no Minha Casa Minha Vida.
        Niterói já tem 2 mil casas contratadas e ainda pode contratar, por meio do programa do governo federal, 1.625 unidades habitacionais. São Gonçalo, a cidade mais prejudicada pelas recentes chuvas, tem 4.200 unidades previstas no projeto e 3.534 de contrato.
        Todas as agências da Caixa na região metropolitana, Baixada Fluminense e em Niterói já estão recebendo donativos para as vítimas da chuva.
 


Redatora: Maisa Ribeiro

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Esclarecendo suas dúvidas: PRÉ-SAL



Pré-sal é a denominação das reservas petrolíferas encontradas abaixo de uma profunda camada de sal no subsolo marítimo, que também é chamada subsal. As rochas que contêm petróleo neste tipo de local normalmente são encontradas em regiões abissais, de difícil acesso e localização.

O Brasil se destaca no cenário mundial como o primeiro do mundo a encontrar petróleo na região pré-sal. Estas também são as maiores reservas conhecidas em zonas da faixa subsal. Além do Brasil, já foram identificadas outras áreas com forte potencial petrolífero em águas ultra-profundas, como Congo, Gabão, México e Cazaquistão.

Confirmados, existem três campos de pré-sal: Tupi, Iara e Parque das Baleias, que vão de Santa Catarina até o Espírito Santo. Esses mais de 800 km de extensão da bacia de petrolífera já levaram a produção de 14 bilhões para 33 bilhões de barris. Ainda em prospecção, existem outras áreas, que poderão render de 50 a 100 bilhões de barris ao ano.

E COMO SE FORMA O PETRÓLEO?
Houve um tempo em que os continentes não tinham separação alguma entre si. África era colada na América, que era grudada na Ásia e na Europa. Quando se separaram as placas tectônicas, que formariam América do Sul e África, surgiram mares rasos, pântanos, mangues, onde se depositavam toda sorte de micro-organismos. Os espaços preenchidos por aquela matéria aquosa eram verdadeiras sopas de proteínas vivas. Com o passar dos milênios, e das Eras Glaciais, mais e mais micro-organismos se acumulavam ao longo do leito do mar, junto com sedimentos de rochas, areia, sal. Esse acúmulo formou as rochas depósito, que contém o petróleo que hoje é extraído.

Milhões de anos se encarregaram de formar uma larga camada de sal — resultado de evaporação da água naqueles grandes e rasos lagos salobros —, que foi coberta pelos oceanos quando do degelo das calotas polares. Novas eras glaciais se seguiram, e os novos degelos trouxeram mais partículas para o fundo do mar, formando mais uma camada de rochas sedimentares.

Estes micro-organismos sedimentados no fundo do oceano, soterrados sob pressão e com oxigenação reduzida, degradaram-se muito lentamente e com o passar do tempo, transformaram-se em petróleo, como o que hoje é encontrado no litoral do Brasil.

LOCALIZAÇÃO
As reservas de petróleo encontradas na camada pré-sal do litoral brasileiro estão dentro da área marítima considerada zona econômica exclusiva do Brasil, no espaço de até 200 milhas da costa. São reservas com petróleo considerado de média a alta qualidade, segundo a escala API. Estão localizadas nas águas territoriais brasileiras e na zona econômica exclusiva. O conjunto de campos petrolíferos do pré-sal se estende entre o litoral dos estados do Espírito Santo até Santa Catarina, com profundidades que variam de 1000 a 2000 metros de lâmina d'água e entre quatro e seis mil metros de profundidade no subsolo, chegando portanto a até 8000m da superfície do mar, incluindo uma camada que varia de 200 a 2000m de sal. Segundo Márcio Rocha Mello, geólogo e ex-funcionário da Petrobrás, a área do pré-sal poderia ser bem maior do que os 800 quilômetros, se estendendo de Santa Catarina até o Ceará.

O conjunto de descobertas situado entre o Rio de Janeiro e São Paulo (Bem-te-vi, Carioca, Guará, Parati, Tupi, Iara, Caramba e Azulão ou Ogun) ficou conhecido como “Cluster Pré-Sal”, pois o termo geral “Pré-Sal” passou a ser utilizado para qualquer descoberta em reservatórios sob as camadas de sal em regiões petrolíferas do Brasil. Ocorrências semelhantes sob o sal podem ser encontradas nas Bacias do Ceará (Aptiano Superior), Sergipe-Alagoas, Camamu, Jequitinhonha, Curumuxatiba e Espírito Santo, sendo que a grande diferença deste último é que o sal é alóctone, que significa que não foi formado no local onde se encontra enquanto o brasileiro e o africano são autóctones, ou seja, se formou onde se localiza atualmente.

EXTRAÇÃO E TECNOLOGIA
A descoberta do petróleo nas camadas de rochas localizadas abaixo das camadas de sal só foi possível devido ao desenvolvimento de novas tecnologias como a sísmica 3D e sísmica 4D, de exploração do oceano, mas também de técnicas avançadas de perfuração do fundo do mar. A Petrobras afirma que já possui tecnologia eficaz na extração do óleo da camada. O escopo da empresa é desenvolver inovações tecnológicas que permitam maior rentabilidade, principalmente nas áreas abissais.

Em setembro de 2008, a Petrobras começou a explorar petróleo da camada subsal em pequena escala. Esta primeira exploração ocorre no Campo de Jubarte, também chamada de Bacia de Campos.

Um problema a ser enfrentado pelo país diz respeito ao ritmo de extração de petróleo e o destino desta riqueza. Se o Brasil extrair todo o petróleo muito rapidamente, este pode se esgotar em uma geração. Se o país se tornar um grande exportador de petróleo bruto, isto pode provocar a sobrevalorização do câmbio, dificultando as exportações e facilitando as importações. Este fenômeno é conhecido como "mal holandês", que pode resultar na queda de produtividade de outros setores, como a indústria e agricultura.

CURIOSIDADE
Os nomes que se anunciam das áreas do Pré-Sal possivelmente não poderão ser os mesmos, pois se receberem o status de "campo de produção", os mesmos deverão ser batizados, segundo o artigo 3o da Portaria ANP nº 90, com nomes ligados à fauna marinha.



Fonte: Tô Sabendo Mais
Redator: Edson Caldas